Fiordes Omã
Diário de Bordoroteiro

Omã em 1 dia a partir de Dubai

Estando em Dubai, não pude perder a oportunidade de conhecer mais um lugar tão isolado por suas barreiras geográficas mas também governamentais. Omã até algumas décadas atrás não possuía infraestrutura e serviços públicos, hoje passa por um momento de construção do país e abertura ao turismo.  Não há muitas estradas e postos de gasolina por exemplo, mas pela proximidade com os Emirados Árabes essa área que visitei é mais acessível. Musandam é um Estado cuja capital é Khasab, ficam ao norte da península que é dividida entre o controle de Omã e Irã, tendo os Emirados Árabes como o vizinho mais próximo que o restante do próprio Omã ao qual a península pertence.

Saindo de Dubai, o passeio pode ser contratado pela internet ou pelo seu hotel (como o fiz) com duração de umas 11 horas ao total. Foram cerca de 3 horas de estrada _ adoro estradas, suas paisagens e seus personagens _  essa era bucólica e árida, não sei se diria bela… O percurso nos levou a Al – Dara, 1ª cidade de Omã que faz fronteira com os Emirados Árabes, prosseguimos com um rápido controle de passaportes. Brasileiros não precisam de visto.  Quando então, a paisagem passa a mudar e se tornar além de desértica, montanhosa! Dali seguimos por aproximadamente 40km até Khasab. A estrada toma formas de acordo com o Golfo Pérsico e onde vemos o deserto e o oceano se encontram formando belas paisagens! Bem vindos aos Fiordes de Omã!

Fiordes Omã

Chegando ao nosso destino, pegamos o Dhow, um barco tradicional de Omã que é repleto de almofadas e carpetes para proporcionarem sombra e conforto (se é que isso era possível diante uma sensação térmica de mais de 50º!) Por ali passaríamos o dia margeando o Fiorde de  Khor Sham .Vez ou outra passávamos por barcos rápidos que iam para o Irã, incrivelmente próximo de onde estávamos, segundo o pessoal do barco, muitos eram contrabandistas de cigarro advindos dos EUA para o Irã.

O passeio é contemplativo, com convite para a (fracassada) pescaria, avistar golfinhos (que eu não vi!) e paradas para mergulho (que não refresca)! Fizemos algumas paradas, almoço no próprio barco e assim passamos o dia. Em uma das ilhas haviam animais pastorados por locais que falavam um dialeto não compreendido nem mesmo pelo guia, pessoas fechadas que vivem isoladas pelo mar e pelas montanhas.

Valeu a pena, mas se o intuito é curtir um relaxante passeio de barco, isso não aconteceu! Estava extremamente quente, embora fosse Outubro, então nem mesmo a água era prazerosa, pois ao mergulhar me sentia incomodada pela água morna que não nos refrescava. A vida marinha é rica mas não chegamos a avistar os golfinhos, acho que foi só falta de sorte mesmo, mas a paisagem é muito bonita e diferente! É um encontro de montanha com oceano e aridez com água!

Na estrada, paisagens desérticas nos acompanham, a chegada ao porto é interessante pelos barcos bonitos e um pouco diferentes e o passeio, consta em contemplação, almoço, pescaria e uma parada para mergulho que até dura um tempo razoável, há embarcações menores que nos levam à terra onde aridez e cabras nos esperam, deserta, com impressão de intocável, essa é a Telegraph Island. É o acontecimento principal (a não ser que tenha a sorte de ver vida marinha). Assim, retornamos para o porto e de lá, mais estrada até Dubai pela noitinha. O passeio custa em torno de US$140 por pessoa com transporte, embarcação, almoço e bebidas não alcoólicas liberada. Não se esqueça de levar o passaporte!

 

Esse vídeo que encontrei no youtube publicado por Axel Estable mostra melhor apreciar a  paisagem

 

 

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