Aeroporto de São Tomé e Príncipe
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O que esperar do aeroporto de São Tomé e Príncipe

CHEGADA

O aeroporto de São Tomé e Príncipe é bem pequeno e consequentemente tem poucos funcionários, o que acarreta em uma enorme fila na imigração. Como o aeroporto é sempre a porta de entrada no destino, escrevo esse post com o intuito de te preparar, para evitar uma possível falta de paciência e uma certa desmotivação com o destino. Respire fundo e pensa que vai valer a pena sair do aeroporto,rs.

Aeroporto de São Tomé e Príncipe

Voltando a parte da imigração, foi bem tranquilo. Não me fizeram nenhuma pergunta, acredito que por conta de um rapaz que estava na fila e dando trabalho para os oficiais. Ele estava nervoso por conta da enorme fila e das poucas cabines (somente 3) para atender a todos os passageiros que tinham acabado de chegar.

Aeroporto de São Tomé e Príncipe

Outra coisa bastante curiosa que notei por lá, é o costume de furar a fila e acho que não tem nada que irrite mais quando se está em uma fila esperando a sua vez. Existe a fila preferencial, certo? Sim. Mas algumas pessoas com crianças (super comum por lá, já que existem várias crianças em cada família) passam na frente na fila que não é preferencial. Bem complicado!

Após a imigração é hora de pegar a bagagem, que fica em um saguão logo atrás e que não demorou muto. Foi bem rápido e a minha bagagem chegou sã e salva.

Foi a vez da alfândega logo em seguida. Essa era aleatória, e eu dei sorte e não fui parada. Mas pelo que vi é bem tranquilo para os que são escolhidos. Só abrir as malas e mostrar o que estão trazendo para a ilha.

Na saída é uma festa! Várias pessoas esperando pelos seus familiares com gritos de alegria e abraços calorosos. Eu cheguei bem na virada do ano, mas pelo que andei lendo, é essa festa sempre, mas sem os fogos.

SAÍDA

O lema dos sãotomenses é o “leve leve”, que quer dizer, viva com calma, sem pressa, no final tudo vai dar certo.

E esse ritmo é aplicado em todos os momentos em São Tomé e Príncipe, inclusive no aeroporto.

A instrução que eu tive do rapaz do hotel era chegar com muita antecedência do horário do voo e assim eu fiz. Com quatro horas de antecedência lá estava eu chegando ao aeroporto. E adivinha? O aeroporto estava de portas fechadas e com uma enorme fila dos passageiros do lado de fora. Mas pensei que logo estaria aberto e o embarque começaria. Estava enganada. Fiquei muito tempo nessa fila, em pé. Acredito que foram duas horas. E para a minha surpresa houveram quatro piques de luz.

E lembram daquele assunto de furar fila que escrevi ali em cima? No retorno também aconteceu de todas as maneiras possíveis. Teve gente entrando com umas cinco malas por uma portinha “privativa”, tiveram famílias com crianças passando na frente de todos, e outras famílias com as crianças também, esperando como eu por todo esse tempo. Fiquei sem entender muito bem.

As portas abriram! Aí começa uma fiscalização individual de passaporte por apenas um oficial. Sim, apenas um! Ou seja, um procedimento beeeem “leve leve”.

Aeroporto de São Tomé e Príncipe

Após essa fiscalização você cai em mais uma fila para o tão esperado check in. Apenas três guichês para atender todos. Daria certo, se não fosse pelo ritmo “leve leve” novamente sendo colocado em prática.

Uma dica muito importante, não peçam nenhuma alteração no seu assento, pois a mesma não é feita ali no guichê convencional. Você é convidado para uma salinha mais distante e o procedimento pode levar quase uma hora, sem falar que a sua reserva pode ser cancelada. Sim, isso aconteceu! Foi um desespero tremendo. Mas no final deu tudo certo e acabei entrando na aeronave depois do horário marcado para a decolagem. Isso mesmo, houve atraso para o embarque. Mas relaxem, “leve leve”!

A minha conclusão é que São Tomé e Príncipe precisa mudar em muitos aspectos para o turismo crescer no país e como eu escrevi lá no início, o aeroporto é a porta de entrada e de saída de uma viagem, portanto precisa andar no trilho e passar segurança para os passageiros.

Para isso seria necessário agilizar um pouco todo esse procedimento, capacitar os funcionários e claro, manter o jeito “leve leve” de ser, mas com muito profissionalismo.

Aeroporto de São Tomé e Príncipe

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